ABERTURA

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Um Presente de Natal



No dia 28 de novembro, tivemos uma ocultação de Júpiter pela Lua, logo no começo da noite. Esse fenômeno foi visível em parte do Brasil, mas muita gente ficou sem acompanhar o espetáculo. Desta vez, vai ser diferente: o “show” deve ser visto no país inteiro e em boa parte da América do Sul.

Começando por volta das 20h30 (horário de Brasília) desta terça-feira (25) de Natal, a Lua mais uma vez deve encobrir Júpiter, tal qual em novembro. Como o horário é aproximado, convém começar a observar um pouco antes, tipo uns 10-15 minutos, para não perder o evento. Não vai ser difícil achar esse par no céu.

Rafael Defavari e Júlio Lobo/Observatório Municipal Jean Nicolini

O espetáculo deve durar por volta de 1h30, então por volta das 22h vai ser possível ver Júpiter saindo de trás da Lua. Não é preciso nenhum tipo de equipamento, mas uma pequena luneta ou um binóculo pode revelar os satélites galileanos de Júpiter, dando um toque a mais.

Então está marcado: na noite de Natal, um belo presente dos céus!
Fonte: Astronomicando Boletim de Noticias do Observatório Monoceros e  

http://g1.globo.com/platb/observatoriog1/2012/12/24/um-presente-de-natal/

Galáxia superfina e plana é registrada pelo telescópio Hubble da Nasa


segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Galáxia superfina e plana é registrada pelo telescópio Hubble da Nasa

C 2233 fica na constelação do Lince, a 40 milhões de anos-luz da Terra.
Sistema de estrelas tem perfil diferente das galáxias espirais normais.

Do G1, em São Paulo

O telescópio Hubble, da Nasa, encontrou uma espécie de "agulha no palheiro" do espaço: a galáxia espiral IC 2233, uma das mais planas já conhecidas pelos astrônomos.

Esse sistema de estrelas, localizado na constelação do Lince, a 40 milhões de anos-luz da Terra, está longe de ser normal. Isso porque ele é superfino, com um diâmetro pelo menos dez vezes maior que sua espessura.

Além disso, a IC 2233 – descoberta em 1894 pelo astrônomo inglês Isaac Roberts – tem um brilho fraco e quase não apresenta nenhuma saliência.

A cor azulada dela evidencia a presença de astros jovens, quentes e luminosos, nascidos de nuvens de gás interestelar. E, ao contrário das galáxias espirais típicas, essa não traz nenhum rastro bem definido de poeira, apenas regiões irregulares.

A imagem acima foi feita com a combinação de exposições em luz visível e infravermelha do Hubble.

Em geral, as galáxias espirais, como a nossa Via Láctea, são formadas por três principais estruturas: um disco onde se concentram os braços e a maior parte de gás e poeira, um halo – esfera áspera e dispersa em volta do disco, onde há pouco gás, poeira ou formação estelar – e uma protuberância no centro do disco, composta por estrelas antigas.

Fonte: ASTRONOMICANDO  Boletim de noticias do observatorio Monocerosa

sábado, 22 de dezembro de 2012

Estrela Zeta Ophiuchi


Imagem infravermelha feita pelo telescópio Spitzer, da Agência espacial americana, a NASA  mostra a estrela gigante Zeta Ophiuchi envolta de poeira, dando um efeito impressionante de ondulações.

O corpo celeste é uma estrela jovem e quente, localizada a 370 anos-luz de distância da Terra. Segundo a Nasa, ela supera o Sol em muitos aspectos: é seis vezes mais quente, oito vezes maior, tem 20 vezes mais massa e brilha 80 mil vezes mais.

Ainda de acordo com a agência, mesmo existindo a uma longa distância, a estrela seria uma das mais brilhantes do céu se não fosse uma camada de poeira que “escurece” seu brilho.

Imagem infravermelha feita pelo telescópio Spitzer, da Nasa, mostra estrela Zeta Ophiuchi envolta de poeira (Foto: NASA/JPL-Caltech)

Estrela Zeta Ophiuchi supera o Sol em muitos aspectos.

Imagem infravermelha foi feita pelo telescópio Spitzer.

Do G1, em São Paulo




segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Nasa Desmente Fim do Mundo' e Alerta sobre Suicídios



Nasa desmente 'fim do mundo' e alerta sobre suicídios


Após receber uma enxurrada de cartas de pessoas seriamente preocupadas com teorias que preveem o fim do mundo no dia 21 de dezembro de 2012, a agência espacial americana (Nasa) resolveu "desmentir" esses rumores na internet.
Nesta quarta-feira (dia28), a Nasa fez uma conferência online com a participação de diversos cientistas. Além disso, também criou uma seção em seu website para desmentir que haja indícios de que um fim do mundo esteja próximo.
Segundo o astrobiologista David Morrison, do Centro de Pesquisa Ames, da Nasa, muitas das cartas expondo preocupações com as teorias apocalípticas são enviadas por jovens e crianças.
Alguns dizem até pensar em suicídio, de acordo com o cientista, que também mencionou um caso, reportado por um professor, de um casal que teria manifestado intenção de matar os filhos para que eles não presenciassem o apocalipse.
"Estamos fazendo isso porque muitas pessoas escrevem para a Nasa pedindo uma resposta (sobre as teorias do fim do mundo). Em particular, estou preocupado com crianças que me escrevem dizendo que estão com medo, que não conseguem dormir, não conseguem comer. Algumas dizem que estão até pensando em suicídio", afirmou Morrison.
"Há um caso de um professor que disse que pais de seus alunos estariam planejando matar seus filhos para escapar desse apocalipse. O que é uma piada para muitos e um mistério para outros está preocupando de verdade algumas pessoas e por isso é importante que a Nasa responda a essas perguntas enviadas para nós."

Calendário maia

Um desses rumores difundidos pela internet justifica a crença de que o mundo acabará no dia 21 dizendo que essa seria a última data do calendário da civilização maia.
Outro rumor tem origens em textos do escritor Zecharia Sitchi dos anos 70. Segundo tais teorias, documentos da civilização Suméria, que povoou a Mesopotâmia, preveriam que um planeta se chocaria com a Terra. Alguns chamam esse planeta de Nibiru. Outros de Planeta X.
"A data para esse suposto choque estava inicialmente prevista para maio de 2003, mas como nada aconteceu, o dia foi mudado para dezembro de 2012, para coincidir com o fim de um ciclo no antigo calendário maia", diz o site da Nasa.
Sobre o fim do calendário maia, a Nasa esclarece que, da mesma forma que o tempo não para quando os "calendários de cozinha" chegam ao fim, no dia 31 de dezembro, não há motivo para pensar que com o calendário maia seria diferente – 21 de dezembro de 2012 também seria apenas o fim de um ciclo.
A agência espacial americana enfatiza que não há evidências de que os planetas do sistema solar "estejam se alinhando", como dizem algumas teorias, e diz que, mesmo que se isso ocorresse, os efeitos sobre a Terra seriam irrelevantes. Também esclarece que não há indícios de que uma tempestade solar possa ocorrer no final de 2012 e muito menos de que haja um planeta em rota de colisão com a Terra.
"Não há base para essas afirmações", diz. "Se Nibiru ou o Planeta X fossem reais e estivessem se deslocando em direção à Terra para colidir com o planeta em 2012, astrônomos já estariam conseguindo observá-lo há pelo menos uma década e agora ele já estaria visível a olho nu", diz o site da Nasa
BBC Brasil
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/11/121130_nasa_fim_do_mundo_ru.shtml

 

Segundo Nasa se um planeta fosse colidir com a terra em 21 de dezembro, hoje já seria visível a olho nu.
NASA denies 'end of the world' and warning about suicides

After receiving a flood of letters from people seriously concerned with theories that predict the end of the world on December 21, 2012, the U.S. space agency (NASA) decided to "deny" the rumors on the internet.
On Wednesday (dia28), NASA made an online conference with the participation of many scientists. It also created a section on its website to deny that there are indications that an end of the world is near.
According to astrobiologista David Morrison, the Ames Research Center, NASA, many of the letters stating concerns with apocalyptic theories are sent by children and young people.
Some say even consider suicide, according to the scientist, who also mentioned a case reported by a teacher, a couple who have expressed intent to kill the children so they do not presenciassem apocalypse.
"We are doing this because many people write to NASA asking for a response (theories about the end of the world.) In particular, I am concerned about children who write to me saying they are afraid that they can not sleep, can not eat. Some say they are even thinking of suicide, "said Morrison.
"There is a case of a teacher who said parents of his students were planning to kill her children to escape the apocalypse. What is a joke to many and a mystery to others is really bothering some people and so it is important that NASA answer these questions sent to us. "
Mayan Calendar
One of those rumors circulated the Internet justifies the belief that the world will end on 21 saying it would be the last date of the Mayan calendar.
Another rumor has origins in texts of the writer Zecharia Sitchi 70s. According to these theories, documents the Sumerian civilization, which settled Mesopotamia, envision a planet that would impinge on the Earth. Some call this planet Nibiru. Other Planet X.
"The date for this supposed clash was originally scheduled for May 2003, but as nothing happened, the date was changed to December 2012, to coincide with the end of a cycle in the ancient Mayan calendar," says the NASA site.
About the end of the Mayan calendar, NASA explains that, just as the weather does not stop when the "kitchen calendar" comes to an end on Dec. 31, there is no reason to think that the Mayan calendar would be different - December 21, 2012 would also be just the end of a cycle.
The U.S. space agency emphasizes that there is no evidence that the planets of the solar system "are lining up," as some theories, and says that even if that happened, the effects on the Earth would be irrelevant. It also clarifies that there is no evidence that a solar storm can occur at the end of 2012, much less that there is a planet on a collision course with Earth.
"There is no basis for these claims," ​​he says. "If Nibiru or Planet X were real and were moving toward the Earth to collide with the planet in 2012, astronomers would already be able to observe it for at least a decade and now he would be visible to the naked eye," says NASA site
BBC Brazil
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/11/121130_nasa_fim_do_mundo_ru.shtml

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According to a NASA planet would collide with the Earth on December 21, today would be visible to the naked eye.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Nasa apresenta dado inconclusivo sobre Possível orgânico em Marte


Nasa apresenta dado inconclusivo sobre possível orgânico em Marte Agência fez apresentação sobre resultados do Curiosity.
Havia especulações de que ela confirmaria achado de material orgânico.

Do G1, em São Paulo

Marcas da terceira (esquerda) e quarta (direita) coleta de solo marciano feitas pelo Curiosity em outubro (Foto: Nasa/Divulgação)

O robô Curiosity encontrou moléculas complexas em solo marciano, incluindo substâncias com água, enxofre e cloro, que foram identificadas no laboratório que o robô leva a bordo, segundo anúncio da Nasa feito nesta segunda-feira (3). A agência disse, no entanto, que não confirmou a existência de partículas orgânicas no Planeta Vermelho, no material que analisou até o momento.

“Não temos detecção definitiva de orgânicos marcianos até agora, mas continuaremos investigando o diverso ambiente da Cratera Gale” (onde está o Curiosity), disse o pesquisador-chefe do SAM, a ferramenta que faz a análise de amostras do solo marciano, Paul Mahaffy.

O SAM detectou a existência de um composto formado por cloro e oxigênio chamado perclorato e que, aquecido dentro do Curiosity, formou moléculas orgânicas com átomos de carbono. Mas a Nasa advertiu que não tem como saber se o carbono tem origem marciana ou se se trata de uma contaminação que veio da Terra.

A expectativa em torno do anúncio durante um congresso em San Francisco era grande, já que John Grotzinger, chefe da missão Curiosity no Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, na sigla em inglês) em Pasadena (Califórnia, oeste dos Estados Unidos) disse a uma rádio americana, em novembro, que havia uma descoberta "digna de entrar nos livros de história" feita pelo robô Curiosity em Marte.

Em seguida, a agência espacial americana reduziu as expectativas em torno do suposto feito, mas já era tarde para conter as especulações sobre a possibilidade de a Nasa ter encontrado compostos orgânicos ou até mesmo vida no planeta vizinho.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012



Sistema Alpha Centauri b é o mais próximo do Sistema Solar, a 4,3 anos-luz da Terra 
(Foto: ESO/Divulgação)  a direita

Do G1, em São Paulo


Astrônomos europeus descobriram um planeta com quase a mesma massa da Terra que orbita uma estrela no sistema mais próximo de nós, o Alpha Centauri, a apenas 4,3 anos-luz de distância. Segundo os cientistas, esse exoplaneta – nome dado a planetas fora do Sistema Solar – é o primeiro corpo celeste "leve", parecido com o nosso, encontrado ao redor de uma estrela como o Sol.

O achado aparece na edição online da revista "Nature" desta quarta-feira (17). O planeta, porém, fica fora da chamada "zona habitável" – distância da estrela principal onde a água, se estivesse presente, estaria em estado líquido –, o que significa que esse não é um "irmão gêmeo" da Terra.

Apesar disso, os autores dizem que as técnicas de observação usadas nesse estudo são capazes de atingir a precisão necessária para pesquisar outros planetas semelhantes ao nosso.

A equipe do Observatório da Universidade de Genebra, na Suíça, e do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto, em Portugal, contou com a ajuda de um instrumento chamado Harps, instalado em um telescópio do Observatório Europeu do Sul (ESO), na localidade de La Silla, no norte do Chile.
 

Na concepção artística acima, o planeta está perto da estrela Alpha Centauri B – semelhante ao Sol, embora menor e não tão intensa –, e à direita da Alpha Centauri A, uma das mais brilhantes do Hemisfério Sul. Esses dois astros, junto com outro mais fraco, avermelhado e perto da Terra, chamado Próxima Centauri, formam um sistema estelar triplo na constelação do Centauro.


O planeta fica a uma distância aproximada de 6 milhões de quilômetros da Alpha Centauri B, muito mais perto do que Mercúrio está do Sol, e demora 3,2 dias para orbitar a estrela – enquanto aqui na Terra, levamos 365 dias para dar uma volta completa ao redor do Sol.

Segundo o principal autor do estudo, Xavier Dumusque, do Observatório da Universidade de Genebra, as observações foram feitas durante mais de quatro anos. Os sinais da existência do planeta são pequenos, mas reais. A equipe detectou esse corpo ao identificar desvios de movimento da estrela Alpha Centauri B, criados pela ação gravitacional do planeta em volta.


Alpha Centauri A é vista a partir de imagens do banco de dados Digitized Sky Survey 2. O astro parece muito grande, mas é a impressão causada pela radiação dispersa na emulsão fotográfica (Foto: ESO/Divulgação)

De acordo com os astrônomos, essa interação faz com que a estrela se desloque para a frente e para trás a 51 centímetros por segundo, ou 1,8 km por hora, velocidade correspondente a um bebê engatinhando.

Outros exoplanetas
O primeiro exoplaneta a orbitar uma estrela como o Sol foi visto por essa mesma equipe em 1995. Desde então, já foram descobertos outros 800. Apesar disso, a maioria dos planetas são maiores que a Terra e muitos são tão grandes quanto Júpiter – o gigante do Sistema Solar. A massa mínima desse "novo" planeta foi estimada, mas a previsão geralmente se aproxima da massa real.

O grande desafio dos cientistas agora é encontrar um planeta com massa comparável à da Terra que orbite uma estrela como o Sol e esteja a uma distância dele favorável à vida. Na opinião da coautora Stéphane Udry, também de Genebra, esse pode ser um planeta em um sistema com vários deles. Isso porque, segundo achados anteriores, corpos celestes pequenos assim costumam estar em sistemas mais amplos.
FONTE; ASTRONOMICANDO Boletim de noticias do Observatorio Monoceros 

.Imagem Divulgada pela Agência Espacial Americana, a Nasa, mostra a Galáxia Espiral ESO 499-G37



Imagem divulgada pela agência espacial americana, a Nasa, mostra a galáxia espiral ESO 499-G37. Pelo ângulo captado pelo telescópio Hubble, é possível ver a formação em espiral da galáxia (no canto direito da imagem, formada por pontos azuis). Segundo a Nasa, o sistema estelar está localizado a 59 milhões de anos-luz do Sol. (Foto: Nasa/Reuters)
Fonte; ASTRONOMICANDO Boletim de noticias do Observatório Monoceros 

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Astrônomos Descobrem Galáxia mais Distante no Universo



Astrônomos descobrem galáxia mais distante no Universo

16 de novembro de 2012 12h00 atualizado às 14h45


A MACS0647-JD nasceu 420 milhões de anos depois do Big Bang
Foto: Nasa/Divulgação
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Astrônomos descobriram a galáxia mais distante já identificada no Universo, cuja luz viajou 13,3 bilhões anos para chegar à Terra, anunciou nesta sexta-feira o site do Telescópio Espacial Hubble.
Batizada de "MACS0647-JD", a decana das galáxias nasceu 420 milhões de anos depois do Big Bang, a explosão que deu origem ao Universo, quando nosso Universo tinha apenas 3% de sua idade atual (13,7 bilhões de anos). Isto significa que a galáxia recém-descoberta teria nascido quando nosso Universo tinha apenas 3% de sua atual idade (13,7 bilhões de anos).
Esta descoberta só foi possível graças à combinação dos poderosos telescópios Spitzer e Hubble, indicou o comunicado. Ainda assim, os astrônomos teriam visto apenas fogo, se não tivessem recorrido ao zoom mais poderoso disponível, um fenômeno chamado de "lente gravitacional", proporcionado pelo espaço e que foi teorizado por Albert Einstein.
Há quase um século, Einstein previu em sua teoria da relatividade, que objetos de grande massa, como um conjunto de galáxias, teriam um campo gravitacional tão forte que conseguiram desviar os raios de luz. E, às vezes, esta deformação funciona como uma lupa gigante, ampliando a imagem percebida por um observador situado do outro lado.
Foi um telescópio cósmico deste tipo que permitiu detectar esta nova galáxia, segundo o comunicado, indicando que a luz da galáxia apareceu nos telescópios dos astrônomos com uma intensidade e brilho consideravelmente superior ao original. Sem o efeito dessa lupa cósmica, a MACS0647-JD, que é muito pequena, jamais teria sido detectada. "Sem essa amplificação, observar essa galáxia teria sido uma proeza hercúlea", enfatizou Marc Postman, um dos chefes da pesquisa.
A galáxia parece tão pequena nas imagens captadas que os cientistas acreditam que se trata das primeiras etapas de formação de uma galáxia. Segundo as primeiras observações, seu diâmetro é de apenas 600 anos-luz, o que não é quase nada comparado com o diâmetro da Via Láctea, que é de 150 mil anos-luz.
"Este objeto pode ser um dos muitos blocos de construção de uma galáxia", explicou o cientista Dan Coe, do Space Telescope Science Institute e autor principal do estudo sobre esta descoberta, que será publicada em dezembro, no The Astrophysical Journal.
FONTE;

Estrela (κ And) Kappa Andromedae

Constelação de Andomeda no alto ao centro vemos a estrela Kappa Andromedae que esta a 170 anos luz da Terra .

Kappa Andromedae (κ And / κ Andromedae) é uma estrela subgigante classe B (branco-azulada), da constelação de Andromeda. Possui magnitude aparente de +4,15 e dista cerca de 170 anos-luz da Terra.
Em novembro de 2012, foi anunciada a descoberta de um exoplaneta gigante gasoso orbitando Kappa Andromedae. Tem cerca de 13 vezes a massa de Júpiter e foi fotografado diretamente a uma separação de 55 UA da estrela.[1]
O sistema Kappa Andromedae [1]
Planeta Massa Semieixo maior
(UA)
Período orbital
(dias)
Excentricidade
b 12,8+2−1 MJ 55 ± 2 - -

      Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Kappa_Andromedae

Descoberto planeta gigante 13 vezes maior que Júpiter

Descoberto planeta gigante 13 vezes maior que Júpiter



O gigantesco planeta, que pode ser observado de forma direta, encontra-se a 170 anos luz da terra.
Uma equipa de astrónomos descobriu um novo planeta gigante, um "super Júpiter", em órbita da estrela Kappa Andromedae, a 170 anos luz da Terra, avança o diário espanhol "ABC". Os astrónomos não só foram capazes de detetar este novo planeta, como o observaram de forma direta, algo que é muito raro. O planeta está a uma distância da sua estrela semelhante à que Neptuno mantém em relação ao Sol, o que, segundo os astrónomos, parece um sinal evidente de que se terá formado de forma similar à de outros mundos rochosos mais pequenos. O artigo que descreve a descoberta deste super planeta será publicado na "The Astrophysical Journal Letters".
Designado Kappa Andromedae b (Kappa and b, para abreviar), o novo mundo tem um diâmetro 10% maior que Júpiter, mas é muito mais pesado. Tem uma massa 12,8 vezes maior que a do quinto planeta do Sistema Solar. Isto coloca-o na linha que separa os planetas com maior massa das anãs vermelhas de menor massa, um objeto estelar intermédio entre os planetas e as estrelas. Essa ambiguidade é um dos encantos do planeta, dizem os investigadores, que acreditam que o "super Júpiter" pode abraçar ambas as possibilidades. "De acordo com os modelos convencionais de formação planetária, Kappa and b fica um pouco abaixo da capacidade de gerar energia por fusão, em cujo caso seria considerado uma anã vermelha em vez de um planeta", afirma Michael McElwain, do Goddard Space Flight Center em Greenbelt, Maryland, nos Estados Unidos da América.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Astrônomos encontram Planeta 'Errante' a cem anos-luz da Terra





                                      Impressão artística do planeta errante CFBDSIR
(Foto: ESO/L. Calçada/P. Delorme/Nick Risinger)

  Corpo celeste não orbita nenhuma estrela e vaga pelo Universo. 
Estudo do objeto pode dar informações sobre como os planetas se formam.
Do G1, em São Paulo


Astrônomos localizaram o que eles acreditam que seja um planeta “errante” que pode ser o mais próximo do Sistema Solar já encontrado, situado a cerca de cem anos-luz da Terra. Planeta “errante” é aquele que não gira em torno de nenhuma estrela e, portanto, vaga a esmo pelo Universo.

Os planetas errantes não chegam a ser uma novidade para a ciência. Foram descobertos na década de 1990 e sua existência já foi descrita em inúmeros artigos científicos. A peculiaridade do atual estudo é a relativa proximidade do corpo celeste, que facilita o seu estudo.

Philippe Delorme, autor principal do estudo, explicou que é mais fácil estudar um planeta quando ele está isolado, pois as estrelas acabam ofuscando os planetas que a orbitam. Delorme liderou a pesquisa do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), projeto que conta com a participação do Brasil.

Assim, a pesquisa serve como uma maneira de melhorar a compreensão sobre como são formados os exoplanetas – como são chamados os planetas situados fora do Sistema Solar. As características observadas nestes planetas errantes podem estar presentes também em planetas que orbitam estrelas, potenciais candidatos a abrigar vida fora da Terra.

O planeta recém-localizado foi chamado de CFBDSIR2149. O próximo passo é descobrir mais informações sobre a atmosfera do planeta. Eles pretendem ainda, com essas informações, determinar se o planeta se originou de um grupo estelar vizinho, conhecido como AB Doradus, e quando ele se separou desse grupo

Fonte;ASTRONOMICANDO Boletim de Noticias do Observatório Monóceros

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Telescópio Hubble capta aglomerado de estrelas a 25 mil anos-luz da Terra



Imagem divulgada pelo telescópio Hubble, da Nasa, mostra interior do aglomerado globular NGC 6362, que fica a 25 mil anos-luz da Terra (Foto: Nasa)

Do G1, em São Paulo
 

segunda-feira, 5 de novembro de 2012


 A agência espacial americana (Nasa) divulgou nesta segunda-feira (5) uma imagem feita pelo telescópio Hubble do centro do aglomerado globular de estrelas NGC 6362, localizado a 25 mil anos-luz da Terra, com uma grande diversidade de astros com diferentes cores.

A imagem foi feita através de uma combinação de imagens ultravioleta, visuais e infravermelhas.

Os aglomerados globulares são um conjunto de estrelas muito velhas, com idade média de 10 bilhões de anos, e abrigam centenas de milhares de corpos celestes. Segundo a Nasa, atualmente os cientistas conhecem pouco mais de 150 aglomerados como o NGC 6362 na Via Láctea.
Fonte; Astronomicando Boletim de Noticias do Observatório Monoceros.


sexta-feira, 2 de novembro de 2012

As Supernovas mais Distantes já Encontradas



Simulação de uma supernova 'superluminosa' (à esquerda) no ambiente dos primórdios do Universo (Foto: Adrian Malec e Marie Martig/Swinburne University)
 Uma equipe internacional de cientistas anunciou nesta quarta-feira (31) a descoberta do que podem ser as supernovas mais distantes já encontradas. Uma supernova é a explosão de uma estrela, que ocorre no fim da vida desse astro.

 As duas supernovas encontradas pela equipe liderada por Jeff Cooke, da Universidade Swinburne de Tecnologia, em Hawthorn, na Austrália, foram chamadas de “superluminosas”. Elas são entre dez e cem vezes mais brilhantes que os tipos mais comuns de supernovas.

 Por serem muito distantes, os fenômenos descritos na revista científica “Nature” são também muito antigos. As explosões ocorreram há mais de 10 bilhões de anos, portanto até 3 bilhões de anos depois do Big Bang, explosão que deu início ao desenvolvimento do Universo, segundo a teoria vigente.
 Os cientistas ainda não sabem explicar exatamente a origem das supernovas detectadas, mas acreditam que seja o resultado da explosão de estrelas muito massivas, causada por reações ocorridas dentro de átomos.
Fonte; ASTRONOMICANDO Boletim de noticias do Observatório Monoceros 
 

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Astrônomo brasileiro descobre estrela rara na Via Láctea


Localização da estrela WR42e e do aglomerado NGC 3603. A distância entre eles está marcada na imagem em 'minutos de arco', uma unidade usada na astronomia que corresponde a aproximadamente 19 anos-luz (Foto: Alexandre Roman Lopes / Divulgação)

 WR42e tem 1 milhão de anos de idade, o que é pouco para uma estrela.
Astro descoberto tem mais de cem vezes a massa do Sol.



 Um astrônomo brasileiro que trabalha no Chile descobriu uma estrela rara, localizada a cerca de 25 mil anos-luz da Terra, na Via Láctea, mesma galáxia em que o nosso planeta também se situa. A estrela WR42e chama atenção por sua massa, mais de cem vezes maior que a do nosso Sol, e também pela localização.
A estrela fica a 19 anos-luz do aglomerado estelar mais próximo, chamado NGC 3603, que é uma região de formação de estrelas.
 “As teorias sobre a formação de estrelas muito massivas supõem que deveria haver muito hidrogênio para formá-las, então ela deveria estar no centro de um aglomerado”, ponderou Alexandre Roman Lopes, autor do estudo. O pesquisador da Universidade de La Serena publicou seu trabalho na revista “Monthly Notices of the Royal Astronomical Society”.



 O astrônomo não sabe ainda explicar ao certo como essa estrela chegou à sua atual localização. “Em teoria, ela nasceu em outro lugar”, ressaltou. Segundo ele, o mais provável é que ela tenha surgido no aglomerado NGC 3603 e tenha sido expulsa de lá pela interação gravitacional, mas pode ainda haver outras explicações teóricas.
 “Só a descoberta de mais exemplares como esse pode dar mais argumentos para a discussão. É uma descoberta muito rara”, apontou Lopes.


Essencial para a vida
WR42e é uma estrela de vida curta. Ela tem cerca de 1 milhão de anos e deve manter sua grande massa e seu brilho por mais 1 milhão de anos. Depois disso, deve explodir, espalhando seu material pelo Universo.
Como base de comparação, o Sol, que é uma estrela mais estável, tem pouco menos de 5 bilhões de anos de idade, e deve ter mais 5 bilhões de anos pela frente.

Para que haja vida em algum planeta próximo, uma estrela como o Sol é muito mais adequada, pois o brilho da WR42e é forte demais para isso. No entanto, essas estrelas gigantes de vida curta têm um papel essencial na criação da vida. Na origem do Universo, existiam apenas elementos muito leves, como o hidrogênio.

Dentro das estrelas, ocorre a fusão nuclear, que dá origem a elementos mais pesados, como o carbono e o oxigênio, que são essenciais para a vida. Se todas as estrelas fossem estáveis como o Sol, elas não expulsariam esses elementos na quantidade necessária para formar os planetas – como a Terra e tudo que há nela.

Tadeu Meniconi 
  Do G1, em São Paulo
Fonte; ASTRONOMICANDO
Boletim de noticias do Observatório Monoceros 




Bolha cósmica gerada por estrela lembra cabeça de cão ou lobo






Objeto fica 5 mil anos-luz da Terra, na constelação do Cão Maior.
Estudo da Agência Espacial Europeia reúne imagens ópticas e em raios X.


 Bolha captada pela ESA (Foto: ESA, J. Toala & M. Guerrero (IAA-CSIC), Y.-H. Chu & R. Gruendl (UIUC), S. Arthur (CRyA–UNAM), R. Smith (NOAO/CTIO), S. Snowden (NASA/GSFC) e G. Ramos-Larios (IAM))

 Uma bolha cósmica gigante soprada por uma estrela a 5 mil anos-luz de distância da Terra, na constelação do Cão Maior, foi registrada pela Agência Espacial Europeia (ESA). O estudo, que reúne imagens ópticas e em raios X, foi publicado na revista "Astrophysical Journal".

Os astrônomos acham que a bolha S 308 lembra a cabeça de um cão ou lobo, sendo uma orelha a parte superior esquerda, as estrelas mais brilhantes os olhos, e o focinho a região azul, mais à direita.

A bolha tem 60 anos-luz de diâmetro e é provocada por um forte vento produzido pelo astro em rosa no centro da imagem abaixo, chamado Wolf-Rayet HD 50896.





As partes em azul representam o plasma quente da estrela – a milhões de graus –, enquanto as verdes são resultado do choque entre o material que é expelido pelo astro e as camadas de gás e poeira já ejetadas anteriormente ao espaço.

A cor azul é visível apenas em raios X e foi flagrada pela câmera Epic, da sonda europeia XMM-Newton. A rosa e a verde foram captadas por dados ópticos, a partir de um telescópio instalado no Observatório Interamericano de Cerro Tololo, no norte do Chile.

Bolhas do tipo Wolf-Rayet são produzidas por estrelas enormes e quentes, normalmente com massa superior a 35 vezes a do Sol. Com o tempo, a S 308 deve estourar e se dispersar no ambiente à sua volta, enquanto o astro cor-de-rosa terminará a vida explodindo como uma supernova.

 Do G1, em São Paulo
Fonte; ASTRONOMICANDO Boletim de noticias do Observatório Monoceros 

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Estudo Aponta Indício de que Impacto Gigante pode ter Formado a Lua


Quarta-feira, 17 de Outubro de 2012




Concepção artística de uma colisão planetária mostra um impacto semelhante ao que teria ocorrido na Terra e levando à criação da Lua (Foto: Divulgação/Nasa/JPL-Caltech)


 Cientistas da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, e da Universidade Bristol, no Reino Unido, divulgaram um estudo com evidências que reforçam a ideia de que a Lua pode ter sido formada após o impacto gigante de um corpo celeste contra uma versão primitiva da Terra.

A pesquisa, publicada na edição online da "Nature" desta quarta-feira (17), compara isótopos de zinco encontrados em pedras vulcânicas lunares com a composição do zinco encontrado na Terra e em Marte


Segundo os cientistas, os isótopos lunares são mais pesados e parecem ter sido formados em um grande processo de vaporização, mais do que em atividade vulcânica ocorrida na Lua. O zinco serve como uma "pista" para a história da formação dos planetas, diz o estudo.

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A evaporação estaria ligada à origem do satélite, segundo os pesquisadores. Para eles, o estudo dá "evidências consistentes" que podem confirmar um modelo de formação da Lua pelo impacto de corpo celeste com tamanho parecido ao de Marte contra a Terra.

Segundo eles, há "fortes indícios" de condensação de zinco em escala planetária na formação da Lua. Isótopos de zinco mais pesados teriam condensado mais rápido do que átomos mais leves do mesmo elemento, e sua presença indicaria que nuvens de vapor de rocha estariam presentes no surgimento do satélite.

"Uma colisão com muita energia pode ter derretido o corpo causador do impacto, e a maioria do seu material pode ter permanecido na Terra", sugerem os cientistas no estudo. Já materiais de silicato devem ter entrado em órbita e mais tarde foram acrescidos de outras substâncias vaporizadas que originaram a Lua, segundo a pesquisa.


Do G1, em São Paulo



Sistema Alpha Centauri é o mais próximo do Sistema Solar, a 4,3 anos-luz da Terra (Foto: ESO/Divulgação)

Na concepção artística acima, o planeta está perto da estrela Alpha Centauri B – semelhante ao Sol, embora menor e não tão intensa –, e à direita da Alpha Centauri A, uma das mais brilhantes do Hemisfério Sul. Esses dois astros, junto com outro mais fraco, avermelhado e perto da Terra, chamado Proxima Centauri, formam um sistema estelar triplo na constelação do Centauro.

O planeta fica a uma distância aproximada de 6 milhões de quilômetros da Alpha Centauri B, muito mais perto do que Mercúrio está do Sol, e demora 3,2 dias para orbitar a estrela – enquanto aqui na Terra, levamos 365 dias para dar uma volta completa ao redor do Sol.

Segundo o principal autor do estudo, Xavier Dumusque, do Observatório da Universidade de Genebra, as observações foram feitas durante mais de quatro anos. Os sinais da existência do planeta são pequenos, mas reais. A equipe detectou esse corpo ao identificar desvios de movimento da estrela Alpha Centauri B, criados pela ação gravitacional do planeta em volta.
Fonte;ASTRONOMICANDO
Boletim de noticias do Observatorio Monoceros 

Alpha Centauri A é vista a partir de imagens do banco de dados Digitized Sky Survey

Alpha Centauri A é vista a partir de imagens do banco de dados Digitized Sky Survey 2. O astro parece muito grande, mas é a impressão causada pela radiação dispersa na emulsão fotográfica (Foto: ESO/Divulgação)

De acordo com os astrônomos, essa interação faz com que a estrela se desloque para a frente e para trás a 51 centímetros por segundo, ou 1,8 km por hora, velocidade correspondente a um bebê engatinhando.

Outros exoplanetas
O primeiro exoplaneta a orbitar uma estrela como o Sol foi visto por essa mesma equipe em 1995. Desde então, já foram descobertos outros 800. Apesar disso, a maioria dos planetas são maiores que a Terra e muitos são tão grandes quanto Júpiter – o gigante do Sistema Solar. A massa mínima desse "novo" planeta foi estimada, mas a previsão geralmente se aproxima da massa real.

O grande desafio dos cientistas agora é encontrar um planeta com massa comparável à da Terra que orbite uma estrela como o Sol e esteja a uma distância dele favorável à vida. Na opinião da coautora Stéphane Udry, também de Genebra, esse pode ser um planeta em um sistema com vários deles. Isso porque, segundo achados anteriores, corpos celestes pequenos assim costumam estar em sistemas mais amplos.
Fonte; ASTRONOMICANDO 
Boletim de noticias do Observatório Monoceros

domingo, 7 de outubro de 2012

Austrália inaugura maior telescópio do planeta









O radiotelescópio Australian Square Kilometre Array Pathfinder (Askap), o maior e mais avançado do planeta, foi inaugurado nesta sexta-feira (5) em uma área desértica da Austrália com o objetivo de investigar a origem das estrelas, quasares e pulsares, e fazer um censo de todas as galáxias.

Com um custo de mais de 1,5 bilhão de euros, o Askap também contará com antenas e instalações na Nova Zelândia e África do Sul.

No ato inaugural, o ministro australiano de Ciência, Chris Evans, afirmou que o aparelho será "o mais poderoso do mundo e sua capacidade deverá superar amplamente as atuais", segundo a emissora "ABC". "A primeira parte do projeto começará a operar no ano 2020", acrescentou o ministro australiano.

O Askap está situado no deserto do estado da Austrália Ocidental, em uma área de 126 quilômetros quadrados que conta com o Observatório Radioastronómico de Murchison e 36 antenas SKA (Square Kilometre Array), de 12 metros de diâmetro cada uma.

Embora ainda não esteja completo, o Askap começará a enviar dados hoje mesmo ao observatório, onde está previsto que se maneje diariamente uma informação equivalente a 124 milhões de discos Blu-ray.

Para que as ondas das cidades não causem interferências, o radiotelescópio foi instalado um lugar remoto e desértico da Austrália. "Eu acho que é o começo de uma nova era", declarou John O'Sullivan, da Organização de Ciência e Investigação Industrial da Commonwealth Australiana.



Os especialistas calculam que o supertelescópio, quando estiver concluído e em pleno funcionamento, receberá mais dados do que os armazenados na Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos em um único dia de trabalho.

"De fato, isso representa mais informação que a recopilada nos arquivos radioastronômicos de todo o mundo", completou o ministro australiano.

O avançado aparelho também fornecerá imagens detalhadas sobre o Universo em suas origens, adentrando com velocidade e precisão em muitas áreas do espaço que ainda são desconhecidas para os astrônomos.

O diretor do projeto na Austrália, Brian Boyle, detalhou que "o estudo das ondas de rádio oferecerá informações sobre o gás que formam as estrelas e corpos exóticos como os quasares e os pulsares, que estão nos limites do conhecimento sobre as leis físicas no universo".

Enquanto se completam as obras na Austrália, o Askap trabalhará em uma dezena de projetos de pesquisa nos quais participarão 350 cientistas de 130 organizações nos próximos cinco anos.



Segundo Boyle, entre os programas selecionados está o censo de todas as galáxias existentes há trilhões de anos da Terra, o estudo da formação da Via Láctea, assim como os campos magnéticos do Universo e seu papel na formação das estrelas e galáxias.

"Outro dos projetos se centrará nos buracos negros do Universo e, como objetivo secundário, a existência da vida extraterrestre", acrescentou o cientista.

A organização internacional SKA (Square Kilometre Array) anunciou no último dia 25 de maio, na cidade britânica de Manchester, que Austrália, Nova Zelândia e África do Sul acolheriam o supertelescópio. Neste caso, o plano é construir 3 mil rádios-antena conectadas por uma fibra óptica de banda larga alta.

Segundo a Organização Científica e de Investigação Industrial da Austrália, as antenas trabalharão conjuntamente com o telescópio e tomarão dados em uma área de um quilômetro quadrado, sendo que suas imagens serão 50 vezes mais sensíveis que as dos telescópios atuais.

Fonte Astronomicando 
  sábado, 6 de outubro de 2012

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Sonda da Nasa encontra nevasca de gelo seco em Marte Segundo cientistas, essa é a 1ª evidência do tipo em todo o Sistema Solar. Dados foram obtidos no polo sul do planeta, no inverno de 2006 para 2007.

Segundo cientistas, essa é a 1ª evidência do tipo em todo o Sistema Solar.
Dados foram obtidos no polo sul do planeta, no inverno de 2006 para 2007.

 

Do G1, em São Paulo

Uma sonda da agência espacial americana (Nasa) que orbita Marte identificou uma nevasca de gelo seco sobre a superfície do planeta. Essa neve de dióxido de carbono (CO2) sólido é a primeira evidência do tipo em todo o Sistema Solar, segundo os cientistas.

A descoberta da sonda Mars Reconnaissance Orbiter, feita por meio de luz visível e infravermelha, será publicada na próxima edição da revista "Journal of Geophysical Research". Os dados foram obtidos no polo sul marciano, no inverno de 2006 para 2007, e a nuvem de CO2 tinha 500 km de diâmetro.

Também foram recolhidas informações sobre temperatura, tamanhos das partículas e suas concentrações. Para que essa nevasca aconteça, é preciso haver uma temperatura de pelo menos 125° C negativos, considerando que em situações normais aqui na Terra a água congela a 0° C.

Segundo o principal autor do estudo, Paul Hayne, do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, em Pasadena, na Califórnia, as nuvens de CO2 em Marte são grossas o suficiente para se acumular no polo sul e manter o material congelado ali durante todo o ano. O que não se sabe exatamente é se o fenômeno ocorre em forma de neve ou de geada, quando o gelo seco se congela já na superfície.

Há décadas, os astrônomos já sabem que o planeta vermelho tem calotas polares sazonais com a presença de gelo seco. Além disso, em 2008 a sonda espacial Phoenix observou neve de água congelada no polo norte marciano.


Nuvem de gelo seco foi vista no polo sul de Marte durante o inverno de 2006-2007
 (Foto: Nasa/JPL-Caltech)