ABERTURA

domingo, 28 de setembro de 2014

Empresas querem Transformar Asteróides em 'postos de Combustível'


Sábado, 27 de Setembro de 2014

Empresas querem transformar asteróides em 'postos de combustível'




Chris Lewicki está tentando tirar água de pedra. Na verdade, uma grande pedra que está a milhares de quilômetros da Terra.

Ele é o presidente da Planetary Resources, uma empresa de mineração que já participou de missões à Marte realizadas pela Nasa, a agência espacial americana. Agora, Lewicki aposta alto em asteroides.
Esses pedaços de rocha que vagam pelo espaço são ricos em minerais valiosos, diz o executivo, mas encontrar água em algum deles pode ser equivalente a achar ouro.
"A partir de observações feitas com telescópios, vemos que certos tipos de asteroides podem ter água em relativa abundância, além de outros minerais contidos nela", afirma ele.

Alto custo

Mas por que a água, que cobre a maior parte de nosso planeta, é tão valiosa no espaço?
O custo atual de enviar água suficiente para seis astronautas da Estação Espacial Internacional gira em torno de US$ 2 bilhões (R$ 4,4 bilhões), segundo Lewicki.
Além disso, a água pode ser transformada em ar e combustível - hidrogênio líquido e oxigênio formam o tipo mais eficiente de combustível para foguetes conhecido pelo homem.
Atualmente, as naves espaciais precisam carregar todo o combustível necessário para uma missão, o que aumenta seu peso e os custos de cruzar a atmosfera terrestre. Uma vez no espaço, equipamentos caros precisam ser abandonados, porque o custo para trazê-los de volta seria muito alto.
Mas "imagine se fosse possível reabastecer a espaçonave no espaço", questiona Lewicki?

Ideia lucrativa

A Planetary Resources não está sozinha nessa nova missão. Outras empresas também querem extrair combustível de asteroides e transformá-los em estações de reabastecimento no espaço.
Como asteroides têm pouca gravidade, pousar e decolar deles não exige muita energia. Esses corpos rochosos existem em grande número e estão próximos da Terra, o que os tornam uma potencial e valiosa estação de reabastecimento para missões mais longas.
Michael López-Alegría, um ex-astronauta da Nasa e atual presidente da Federação de Voos Espaciais Comerciais, diz que empresas estão interessadas nestas ideia "muito lucrativa" de mineração espacial, que vai além dos asteroides.
"Há uma grande quantidade de água congelada nas regiões polares da Lua", acrescenta ele. "É mais fácil chegar à Lua do que a um asteroide também é mais simples nos comunicarmos com um robô ou pessoa que esteja lá."

Quem é o dono

Um projeto de lei no Congresso americano pode ajudá-las nessa iniciativa, ao conferir a essas companhias direitos de propriedade sobre o que encontrarem nos asteroides. No entanto, se aprovada, pode enfrentar resistência internacional.
Um tratado de 1966 da ONU proíbe a apropriação de recursos espaciais. Assim, explorar a Lua estaria fora dos limites legais.
Mas especialistas dizem que há dúvidas sobre o fazer com asteroides, particularmente em relação a recursos que permaneceriam no espaço, algo que não foi previsto quando a legislação foi criada.
Na medida em que a indústria espacial comercial cresce, com bilhões de dólares já investidos no setor, empreendedores argumentam que deveriam se tornar donos do que encontrarem.

Os custos são muito altos, afirmam eles, para correr o risco de que suas descobertas sejam apropriadas por governos ou concorrentes.
Lewicki diz que a incerteza quanto à legalidade da apropriação desses recursos por empresas gera desconfiança nos investidores e já está afetando o crescimento de sua empresa.
Não são apenas outras companhias que fazem parte da concorrência. Lewicki diz que a China lançou missões não-tripuladas para explorar asteroides e a Lua, e a Nasa trabalha em uma missão tripulada para coletar amostras de asteroides próximos à Terra na década de 2020.
Se os Estados Unidos querem que sua indústria espacial privada faça parte dessa movimentação, diz López-Alegría, legisladores precisam criar um "ambiente mais previsível" no qual empresas possam "ter direitos à exploração sem interferência".

Projeto de lei

Em julho, o congressista Bill Posey, do Partido Republicano, apresentou o chamado Ato de Tecnologia Espacial para Exploração de Oportunidades de Recursos no Espaço Profundo (ASTEROIDS, na sigla em inglês)
O documento, de apenas cinco páginas, propõe permitir que empresas detenham a propriedade sobre "qualquer recurso obtido de um asteroide no espaço".

Fonte ASTONOMICANDO Boletim de Noticias do Observatório Astronômico Monóceros

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Cientistas americanos Detectam água na atmosfera de Exoplaneta




Concepção artística do exoplaneta HAT-P-11b que orbita sua estrela 122 anos-luz da Terra (Foto: David A. Aguilar/CfA/Divulgação)

 

Planeta tem tamanho de Netuno e orbita ao redor da estrela HAT-P-11.
Descoberta foi publicada na revista 'Nature.



 Cientistas americanos detectaram pela primeira vez vapor de água na atmosfera de um exoplaneta do tamanho de Netuno, um achado publicado nesta quarta-feira (24) na revista 'Nature' que permite avançar rumo à identificação de mundos além de nosso Sistema Solar com condições similares às da Terra.
Até o momento, só era possível analisar a composição atmosférica de grandes exoplanetas gasosos, similares a Júpiter, enquanto agora foi medida a presença de água em um corpo com um raio quatro vezes maior que o da Terra.
O pesquisador da Universidade de Maryland Jonathan Fraine e seus colegas utilizaram uma técnica chamada espectrometria de transmissão para obter a composição atmosférica do planeta HAT-P-11b, a uma distância de cerca de 122 anos luz.
O planeta extrasolar, na constelação de Cisne, orbita ao redor da estrela HAT-P-11.
Trata-se do menor planeta e mais frio no qual foram detectados até agora sinais de presença de água, um dos elementos essenciais para que a vida possa se desenvolver.
A partir de imagens obtidas pelos telescópios Hubble e Spitzer, os cientistas encontraram pela primeira vez um planeta de tamanho médio no qual uma grossa camada de nuvens não impede a medição da composição de sua atmosfera.
Na maioria de ocasiões, densas nuvens compostas por todos os tipos de elementos impedem a análise das camadas mais profundas da atmosfera dessa classe de corpos.
Esse mesmo obstáculo virou um problema há décadas para estudar planetas do sistema solar como Júpiter, coberto de nuvens estratificadas de amoníaco, e Vênus, onde se estendem grossas nuvens de ácido sulfúrico.
Dada a impossibilidade de enviar sondas espaciais para estudar distantes exoplanetas, os cientistas tratam de estabelecer sua composição atmosférica a partir da informação do espectro electromagnético que chega à Terra.
Até agora, os cientistas tinham tratado sem sucesso de analisar a atmosfera de outros quatro planetas extrasolares de um tamanho similar ou menor ao de Netuno.
No caso do HAT-P-11b, por outro lado, foi possível apreciar claras marcas no espectro que delatam a presença de moléculas de vapor de água, assim como de hidrogênio e vestígios de átomos pesados.
O achado é considerado chave para compreender a formação e a evolução dessa classe de exoplanetas, segundo aponta o estudo da 'Nature'. 

Fonte: ASTRONOMICANDO Boletim de Noticias do Observatório Astronômico  Monóceros

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Sonda entrou com sucesso a órbita de Marte





Esta imagem mostra um conceito do artista da NASA Mars Atmosphere and Volatile missão Evolution (MAVEN). Crédito de imagem: NASA / Goddard Space Flight Center


Da NASA Mars Atmosphere and Volatile Evolução (MAVEN) sonda entrou com sucesso a órbita de Marte em 19:24 PDT (22:24 EDT) domingo, 21 de setembro, onde agora vai se preparar para estudar a atmosfera superior do planeta vermelho como nunca feito antes . Maven é a primeira nave espacial dedicada a explorar a atmosfera superior de Marte tênue.
"Como o primeiro satélite dedicado a estudar a atmosfera superior de Marte, MAVEN vai melhorar muito a nossa compreensão da história da atmosfera marciana, como o clima mudou ao longo do tempo, e como isso influenciou a evolução da superfície e as condições de habitabilidade potencial de o planeta ", disse o administrador da NASA Charles Bolden. "Ele também irá informar melhor a futura missão de enviar seres humanos ao planeta vermelho em 2030."
Depois de uma viagem de 10 meses, a confirmação de inserção em órbita com sucesso foi recebido a partir de dados observados Maven no centro de operações da Lockheed Martin em Littleton, Colorado, bem como de acompanhamento de dados monitorados na facilidade de navegação Jet Propulsion Laboratory da NASA em Pasadena, Califórnia. Os dados de telemetria e rastreamento foram recebidos pela antena da estação Deep Space Network da NASA, em Canberra, Austrália.
"A Nasa tem uma longa história de descobertas científicas em Marte e com a chegada segura de MAVEN abre um novo capítulo", disse John Grunsfeld, administrador associado astronauta e da Diretoria de Missões Científicas na sede da NASA da agência em Washington. "Maven irá complementar outros exploradores e robóticos de Marte da NASA os de nossos parceiros em todo o mundo-para responder a algumas questões fundamentais sobre Marte e vida fora da Terra."
Após a inserção em órbita, MAVEN começará a fase de comissionamento de seis semanas que inclui manobras em sua órbita ciência final e testar os instrumentos e
comandos ciência de mapeamento. PERITO então começará sua missão principal uma Terra-ano, tendo as medições da composição, estrutura e fuga de gases na atmosfera superior de Marte e sua interação com o sol eo vento solar.
"Demorou 11 anos a partir do conceito original para o Maven para agora ter uma nave espacial em órbita em Marte", disse Bruce Jakosky, investigador principal MAVEN com o Laboratório de Física Atmosférica e Espacial da Universidade de Colorado, Boulder (CU / LASP). "Estou muito feliz de estar aqui com segurança e sucesso, e ansioso para começar a nossa missão ciência".
A principal missão inclui cinco campanhas "deep-dip", em que periapsis do Maven, ou menor órbita altitude, vai ser reduzido de 93 milhas (150 quilômetros) a cerca de 77 milhas (125 quilômetros). Estas medidas irão fornecer informações para baixo, onde as atmosferas superiores e inferiores se encontram, dando aos cientistas um perfil completo do nível superior.
"Este foi um grande dia para MAVEN", disse David Mitchell, gerente de projeto Maven a partir de Goddard Space Flight Center da NASA, em Greenbelt, Maryland. "Estamos muito animado para participar da constelação de naves espaciais em órbita em Marte e na superfície do planeta vermelho. Fase de comissionamento irá manter a equipe de operações ocupado para as próximas seis semanas, e então nós vamos começar, finalmente, a fase científica da missão. Parabéns à equipe por um trabalho bem feito hoje ".
PERITO lançado 18 de novembro de 2013, da Estação da Força Aérea de Cabo Canaveral, na Flórida, levando três pacotes de instrumentos. As partículas e campos Package, construído pela Universidade da Califórnia em Berkeley, com o apoio da CU / LASP e Goddard, contém seis instrumentos que caracterizam o vento solar ea ionosfera do planeta. O Pacote de Sensoriamento Remoto, construído por CU / LASP, irá identificar características presentes em toda a atmosfera superior e ionosfera. O gás neutro e Ion Mass Spectrometer, fornecido pelo Goddard, irá medir a composição e isótopos de partículas atômicas.
Investigador principal da nave espacial se baseia no CU / LASP. A universidade disponibilizou dois instrumentos científicos e conduz as operações científicas, bem como a educação e sensibilização do público, para a missão.
NASA Goddard Space Flight Center gerencia o projeto e também forneceu dois instrumentos científicos para a missão. Lockheed Martin construiu a nave espacial e é responsável pelas operações de missão. O Laboratório de Ciências Espaciais da Universidade da Califórnia em Berkeley desde quatro instrumentos científicos para Maven. JPL fornece navegação e apoio Deep Space Network, e Electra relé telecomunicações hardware e operações. JPL, uma divisão do Instituto de Tecnologia da Califórnia em Pasadena, gerencia o Programa de Exploração de Marte da Nasa.
Para saber mais sobre a missão MAVEN, visite:
http://www.nasa.gov/maven

e

http://mars.nasa.gov/maven/